Notícia

Por que a harpa é o símbolo nacional da Irlanda

Muitos acham que o shamrock (trevo) é o símbolo da Irlanda, e de fato é um dos ícones mais reconhecidos dentro e fora do país. No entanto, o emblema oficial da Irlanda é a harpa, um instrumento musical que tem forte ligação com a cultura e história da ilha.

A harpa pode ser vista em todos os passaportes irlandeses, nas moedas de Euro, no selo presidencial e em muitos documentos oficiais. E o mais legal: a Irlanda é o único país do mundo a ter um instrumento musical como símbolo nacional.

A origem do símbolo

No passado, a harpa era muito apreciada pela alta sociedade gaélica, e os harpistas desfrutavam de um alto status social, sendo tão respeitados quanto os poetas. Quando Henry VIII da Inglaterra se tornou rei, em 1531, ele declarou o instrumento o símbolo nacional da Irlanda, colocando-a até nas moedas.

Mas, com o passar do tempo, os harpistas perderam seu status. A harpa virou símbolo de resistência contra o Reino Unido, e chegou a ser proibida. Graças aos poucos músicos que sobraram, a tradição da harpa sobreviveu, e o instrumento estampou a bandeira irlandesa durante a revolução. Quando a Irlanda conquistou sua independência, o governo quis transformar o símbolo num emblema oficial, mas havia um problema: o símbolo já havia sido registrado… pela Guinness.

A cervejaria havia registrado a harpa como sua marca ainda em 1862, muito antes da revolução. Como solução, o governo teve que inverter a harpa (da esquerda para a direita), para que não ficasse igual ao da cerveja.
De qualquer forma, tanto o logotipo da Guinness quanto o emblema nacional são inspirados em uma antiga harpa do século 14, que hoje está exposta no Long Room da biblioteca do Trinity College, em Dublin, onde ficam as peças mais raras e valiosas da coleção. Muitos acreditavam que ela pertencia a Brian Boru, o último rei da Irlanda, que viveu no século 11, mas essa teoria já foi desmentida, já que a harpa é bem mais recente.

Author: Pedro Henrique Moschetta

Trabalho com marketing digital e morei por dois anos na Europa. Gosto de escrever sobre viagens, negócios e entretenimento, além de compartilhar dicas e conselhos para brasileiros que moram fora do país.
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