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Mais de 500 vistos de trabalho concedidos a brasileiros no primeiro trimestre de 2020

Mais de 4000 estrangeiros receberam permissão para trabalhar na Irlanda no primeiro trimestre de 2020, segundo dados divulgados pelo governo. Deste total, 561 são brasileiros, ficando atrás apenas da Índia (1.267) no número de vistos de trabalho concedidos. Também foram concedidos vistos para trabalhadores China (356), Filipinas (271), Estados Unidos (216), entre outros países.

A má notícia é que, das 288 permissões recusadas no primeiro trimestre, quase um terço foram de brasileiros.

Houve uma queda no número de permissões de trabalho concedidas no mês de março, devido à crise de Covid-19. Quase metade dos employment permits concedidos no último mês foram para profissionais da saúde.

Desde março, 864 vistos de trabalho foram concedidos para médicos e enfermeiros de fora da União Europeia. A Irlanda vem buscando profissionais fora do bloco para dar conta da alta demanda nos hospitais da Europa em decorrência da pandemia.

Os hospitais Beaumont, St. Vincent’s, St James’s, Children’s Health e Beacon, em Dublin, foram os que mais contrataram estrangeiros de fora da UE no mês de março. O departamento do governo responsável pelo processamento das permissões de trabalho está priorizando os profissionais da área da saúde, já que a necessidade é mais urgente.

O que é o employment permit?

Estrangeiros de fora da EEA (Espaço Econômico Europeu) precisam de um employment permit – um visto de trabalho –  para trabalhar legalmente na Irlanda. O tipo de visto depende do tipo de trabalho que o profissional irá realizar.

O Critical Skills Employment Permit é destinado a profissionais altamente qualificados, como cientistas e engenheiros, que estão na lista de ocupações elegíveis do governo da Irlanda. Para conseguir este visto, é necessário uma proposta de emprego.

Caso a profissão não esteja na lista de ocupações qualificadas, é possível aplicar para o General Employment Permit, que abrange profissões mais comuns, como garçom e técnico de manutenção. Também é preciso uma oferta de emprego.

Há ainda o Graduate Scheme, também conhecido como Stamp 1G, que dá aos estudantes de cursos superiores o direito de trabalhar no país por, no máximo, 24 meses. A solicitação deste tipo de visto pode ser feita assim que o estudante concluir o curso.

Mais informações podem ser lidas neste site do governo ou na plataforma de submissão dos employment permits (EPOS).

Author: Pedro Henrique Moschetta

Trabalho com marketing digital e morei por dois anos na Europa. Gosto de escrever sobre viagens, negócios e entretenimento, além de compartilhar dicas e conselhos para brasileiros que moram fora do país.
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