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Irlanda fica entre os piores países no combate ao tráfico de pessoas

O tráfico de pessoas é um problema sério na Europa. Entre os anos de 2013 e 2014, a União Europeia registrou mais de 15 mil vítimas de tráfico humano, sendo que 76% eram mulheres ou crianças. Muitas das vítimas são estrangeiros, inclusive brasileiros, que acabam na mão de organizações criminosas na promessa de uma oportunidade de emprego ou de uma vida melhor. As vítimas são submetidas à exploração sexual, trabalho escravo e até operações para retirada de órgãos.

Na Irlanda, a situação não é das melhores. Desde 2013, foram identificadas 471 vítimas no país. Um novo relatório divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA rebaixou o país para o “nível 2” de combate ao tráfico humano – o pior desempenho entre todos os países do Oeste Europeu. O rebaixamento coloca a Irlanda no mesmo nível que países como Arábia Saudita e Romênia.

O relatório diz que, apesar das medidas de combate ao tráfico humano, como investigações e apoio às vítimas, não houve um aumento nos esforços por parte do governo irlandês desde 2018. Além disso, não houve nenhuma condenação de criminosos desde que novas leis contra trabalho escravo e exploração sexual foram aprovadas no país em 2013. Muitas investigações são inconclusivas e os julgamentos demoram a acontecer.

O relatório ainda mostra que o trabalho escravo está crescendo na Irlanda, com a maioria das vítimas trabalhando nas indústrias de restaurantes, coleta e separação de lixo, pesca e agricultura. Além disso, há um grande número de vítimas que fazem trabalhos domésticos, como limpeza e au-pairs.

Caso você suspeite de alguma atividade de tráfico humano, como exploração sexual ou trabalho escravo, denuncie de forma anônima através do número 1800-666-111 ou pelo 999. Também é possível denunciar através do e-mail blueblindfold@garda.ie.

O HSE também tem um serviço de assistência à mulheres e crianças vítimas de tráfico sexual em Dublin 8, na Heytesbury Street.

Author: Pedro Henrique Moschetta

Trabalho com marketing digital e morei por dois anos na Europa. Gosto de escrever sobre viagens, negócios e entretenimento, além de compartilhar dicas e conselhos para brasileiros que moram fora do país.
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