Notícia

Dá pra nadar no Grand Canal, em Dublin?

Em 1715, surgiu a ideia de ligar Dublin ao Rio Shannon, o rio mais longo da Irlanda. Entre os anos de 1756 e 1803, uma série de canais foram construídos, dando origem ao Grand Canal – uma hidrovia com 130km de extensão que por muito tempo foi a principal rota de transporte da Irlanda. Desde 1960, quando um barco carregado de Guinness atravessou a via pela última vez, os canais não são mais utilizados para fins comerciais, apenas para fins recreativos.

Em Dublin, o Rio Liffey – principal trecho do Grand Canal – divide a capital irlandesa entre norte e sul e fornece a maior parte da água consumida na cidade. O rio é muito utilizado para atividades como canoagem, rafting e pesca. Há também os que nadam nas águas geladas do rio, com temperaturas que variam de 7 a 14°C. Mas será que é seguro nadar no local?

Segundo a Waterways Ireland, não é aconselhável nadar nos canais, a não ser que seja em uma área própria para banho. Isso porque as águas são bem poluídas, com bactérias e parasitas que causam doenças como leptospirose e dermatite cercarial.

Um dos locais mais populares, o Grand Canal Dock, tem altos níveis de poluição. Testes recentes revelam a presença de coliformes fecais nas amostras, com uma concentração até 12 vezes maior que o limite seguro. Além de insalubre, banhar-se no local é proibido, segundo decreto de 1988.

Irlanda tem uma das piores águas para banho da Europa

Segundo um estudo recente da Agência Europeia do Ambiente que avalia a qualidade da água em locais para banho, a Irlanda está entre os 10 piores entre os 30 países avaliados. Mais de 3% das áreas para banho tem qualidade abaixo da média.

No último ano, 73% das áreas de banho foram consideradas “excelentes”, enquanto 16% foram consideradas “boas”, 6% foram “regulares” e 3,4% foram “ruins”.

Além da Irlanda, países como Albânia, Estônia, Hungria, Holanda e Eslováquia também demonstraram desempenho fraco na qualidade da água em áreas para banho.

Author: Pedro Henrique Moschetta

Trabalho com marketing digital e morei por dois anos na Europa. Gosto de escrever sobre viagens, negócios e entretenimento, além de compartilhar dicas e conselhos para brasileiros que moram fora do país.
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